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Monografias  
   
ESPÍRITO: uma abordagem transdisciplinar
O COMPLEXO MATERNO E A PERSONALIDADE PUER
RECICLANDO AS ADVERSIDADES
PÃ E EU Reflexões sobre a imagem arquetípica de Pã
UMA VISÃO ARQUETÍPICA DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR e o sofrimento da anima mundi
DO LIXO À BIBLIOTECA NA HISTÓRIA DE LAU: uma reflexão junguiana
 
ESPÍRITO: uma abordagem transdisciplinar
 
CLENIR ANTÔNIA PINHEIRO BUENO
Orientador: GELSON LUIS ROBERTO
9 de outubro 2008.

RESUMO

Este trabalho pretende discutir o conceito de espírito segundo o pensamento de Jung, mas sem se restringir às suas definições, tendo, pois, como finalidade dimensionar para realidade presente o conceito abstrato de “espírito”, objetivando-o como tema de estudo.
Primeiramente, ao analisar a vida e obra de Jung buscou-se o entendimento da importância do tema espírito na elaboração de sua teoria. Posteriormente, foram analisados seus conceitos de complexo, arquétipo, alquimia  e morte, relacionando-os com as concepções junguianas de espírito. Abordou-se ainda o tema da religião em algumas das suas expressões. Foram também tratadas  algumas relações da física com espírito.
Observando a obra de Jung foi possível avançar na afirmação de que sua produção intelectual foi calcada numa estrutura de pensamento fundada tanto na ciência da época, quanto nas sucessivas tentativas de aceitar as manifestações do espírito como parte natural da experiência humana.
O conceito de espírito apresenta diferentes concepções ao longo da obra junguiana. Esse fato pode ser identificado em parte em uma ambivalência que é característica dos conceitos da psicologia analítica. Por outro lado, tal diversidade de entendimentos sobre o mesmo tema denotam a complexidade inerente ao assunto. A postura teórica de Jung permite uma flexibilidade a partir da qual concepções diversas dialogam sem que uma assuma primazia sobre a outra. Essa pluralidade de entendimentos mostra o quanto a noção de espírito resiste a uma descrição puramente conceitual ou intelectual. Assim, é importante que  se atente para a necessidade de não se reduzir o espírito ao seu aspecto puramente conceitual. “Espírito” é um nome já culturalmente consagrado que tem por finalidade representar um fenômeno vivo e pleno de diversidade e formas de manifestação.
Uma obra tão vasta merece estudos profundos que só o tempo permitirá realizar. A proposta deste trabalho é mais modesta e consiste em oferecer uma sistematização inicial aos escritos de Jung sobre o tema do espírito.

 
 
O COMPLEXO MATERNO E A PERSONALIDADE PUER
 
JOYCE WERRES
Orientadora:
PAULA BOECHAT
14 de maio de 2010

RESUMO

Este trabalho visa investigar a relação existente entre o complexo materno e as variações da personalidade do tipo puer. Este estudo torna-se relevante em função de observar-se, com grande frequência, tanto em homens quanto em mulheres, uma dificuldade em ingressar na vida adulta, implicando no adiamento do cumprimento das exigências da vida.
Neste sentido é feita uma reflexão sobre duas causas que mantém o sujeito regredido: a necessidade de manutenção do conforto no mundo da mãe e o medo da confrontação com este conflito psíquico.
A realização deste trabalho foi inspirada na observação clínica da autora que constatou ser comum a dificuldade que o adulto portador de um complexo materno negativo encontra para organizar sua vida adulta. Observa-se que muitas vezes, mesmo que o sujeito tenha construído uma idealização da figura da mãe e entenda a relação a partir desse ideal, há um efeito negativo em sua vida, pois ele fica preso no complexo materno.  Nessa observação e estudo foi levada em consideração a forma como o adulto, que apresenta um comportamento pueril, enfrenta sua vida pessoal, afetiva e profissional.
Para tal, foi utilizada a pesquisa bibliográfica, das obras completas de C. G. Jung e de diversos autores que utilizam o referencial junguiano.
Palavras-chave: complexo materno, puer, puela
 
 
RECICLANDO AS ADVERSIDADES
 
GABRIELA ETCHEVERRY
Orientador: GELSON LUIS ROBERTO
9 de abril de 2010
Resumo:
Esta monografia aborda aspectos da realidade de uma amostra de adolescentes catadores de materiais recicláveis. Tem como objetivo conhecer algumas das dimensões arquetípicas vividas por essa população. Entre elas estão: o processo de construção da consciência, o lugar que o lixo ocupa na vida desses indivíduos e o papel que os mesmos exercem em nossa sociedade. E, por fim, o mito do renascimento, como possibilidade de reciclar internamente suas adversidades, fazendo um paralelo com a resiliência.

 
 
 
PÃ E EU Reflexões sobre a imagem arquetípica de Pã
 
TELMA RIPOLL BECKER
Orientador:
GUSTAVO BARCELLOS
31 de outubro de 2008

Resumo

O trabalho acompanha Pã, o Deus Bode da natureza, em suas representações no imaginário coletivo, dos tempos da Antiguidade até os dias atuais.
A proposta é deixar-se conduzir pelo Grande Pã enquanto imagem, através da fantasia.
Sua imagem nos conduz do mito grego ao mito cristão, passeia pela alquimia, astrologia, conto de fadas, artes e cinema.
Assim é que sentamos com ele à beira de um lago e nos deliciamos com sua música e sua intrigante e sedutora anatomia. Logo o seguimos em sua perseguição às ninfas e o encontramos a acolher Psiquê em sua dor pela perda de Eros, no mito relatado por Apuleio.
Voltamos à infância, e eis que o encontramos na figura de um fauno, no conto de Andersen, “O limpador de chaminés”, alquimicamente a aquecer a trama e a despertar o amor da Pastorinha pelo Limpador de Chaminés.
Nas páginas do romance histórico de Forster, “Uma passagem para a Índia” (e do filme de David Lean), sentimos a presença de Pã, sensória e sensualmente a impregnar a paisagem, alimentando a relação fantasiosa de uma dama inglesa do início do século XX por um indiano nativo. Em meio a clima de grandes desigualdades sociais, o renegado Deus Bode grita forte, denunciando o horror e se revelando como pânico.
A partir de suas mil faces e de sua vasta simbologia, buscamos compreende-lo como expressão da complexidade e riqueza da psique, na sua condição esquecida, ou seja, na sua natureza mais instintiva. A partir daí fazemos algumas reflexões sobre sua aparição atualizada no imaginário do homem do terceiro milênio, seja em situações do cotidiano, seja no seu patologizar, tão presente na clínica psicológica como pânico. 

 
 
UMA VISÃO ARQUETÍPICA DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR e o sofrimento da anima mundi
 

ROSA VALENTE CORRÊA PINTO
Orientador: GELSON LUIS ROBERTO
21 de novembro de 2008

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo a amplificação da visão do Transtorno Afetivo Bipolar, dentro do pensamento da Psicologia Analítica de C.G. Jung e da Psicologia Arquetípica de James Hillman.
A motivação para a escolha do tema provém da própria prática clínica em consultório, devido a alta incidência de pacientes sofrendo o Transtorno Bipolar ou de pacientes que relatavam casos de familiares e amigos próximos sofrendo dessa patologia.
Como o microcosmo reproduz o que se passa, positiva e negativamente, no macrocosmo e vice-versa, o trabalho busca amplificar esse conceito, utilizando idéias fundamentais tais como o conceito de arquétipo de C.G. Jung e o conceito de anima mundi de James Hillman, acreditando haver uma interligação entre as almas individual e do mundo. Através dessa interligação pode-se entender que as patologias apresentadas pelas psiques individuais referem-se aos mesmos sofrimentos da alma do mundo.
A doença é aqui entendida a partir de um ponto de vista metafórico, baseado da crença de que a psique cria a patologia como uma forma de se expressar, individual e coletivamente. A partir deste ponto de vista, buscou-se um paralelo com a histeria e com a forma de como esta patologia trouxe, no final do século XIX, a mulher para o centro dos estudos psiquiátricos, ocasionando não apenas a liberação do feminino, mas, também, o avanço na compreensão dos distúrbios mentais.
Os fenômenos depressivos e maníacos foram analisados através de uma leitura arquetípica, sendo usados os mitos de Crono-Saturno e Dioniso, respectivamente, numa tentativa de entender o que esta patologia está querendo mostrar na história do indivíduo e do mundo.

 

 
 
DO LIXO À BIBLIOTECA NA HISTÓRIA DE LAU: uma reflexão junguiana
 
GLÓRIA CENIRA BAPTISTA FRISON
Orientadora: ÁUREA ROITMAN
10 de Dezembro de 2009
RESUMO
Esta reflexão parte de um conto o qual reflete a trajetória existencial de uma pessoa, cuja existência foi guiada pela potencialidade do negligenciado. Buscou extrair do desprezado, o belo; do rejeitado, o sentido; do compartimentado, a inteireza. Esta mesma ênfase dada por Jung na psicologia profunda ao reconhecer que só há cura através da reverência ao que nos fere ou envergonha.Salienta a necessidade da entrega, da indignação, da fecundação, gestação e parto; a aceitação do conteúdo produzido; da maiêutica que busca restaurar a obra de arte sem alterar sua essência e singularidade. Apresenta como necessidade a permanente companhia do mistério e do sagrado – confirmação do eterno recomeço.
Palavras-chave: O lixo. A biblioteca. A cultura. Os recomeços. O movimento do Self.

 
 
 
   
Instituto Junguiano do Rio Grande do Sul
filiado a AJB - Associação Junguiana do Brasil
e à IAAP - International Association for Analytical Psychology
 
 
 
Desenvolvimento Luciano Luconi